Rosa, azul, janeiro peludo e a eterna rainha dos baixinhos

O ano começou com muitas polêmicas: Uma ministra discursando sobre cores e gêneros, um movimento feminista intitulado janeiro peludo e um cabeleireiro famoso falando que a rainha dos baixinhos foi infeliz em postar uma foto em que aparece sem produção. Independente da sua reação a tudo é importante entender que moda, beleza e comportamento são um mix da cultura de uma época.

E que época estamos vivendo. Uma época em que todos tem voz, mas poucos sabem se expressar ou pensar antes de falar. Uma época em que compartilhamos, mas pouco analisamos antes de encher o outro de informação inútil. Época em que podemos ser quem quisermos, mas para isso é preciso saber quem se quer ser.

Antes de compreender quem é você, o que você busca e o que lhe favorece ou não em estilo, forma física, cores e propósito de vida (sim, a consultoria é também para te ajudar a alinhar o que você busca para seu futuro pessoal e profissional a imagem que você compõe de você mesma, para você mesma e para o mundo), é preciso ter conhecimento de outros fatos, de outras épocas que nos fizeram ser como somos hoje.

Sobre o azul de menino e rosa de menina, fato: cor não tem gênero! Falo isso para minha filha desde que há uns 2 anos e meio ela voltou da escola me perguntando sobre isso, afinal ela ama azul desde que expressou a primeira vez sua predileção por cor. Mas de onde vem este conceito?!

Segundo um texto divulgado pela BBC News: “Uma das explicações é que o padrão teria sido criado pela indústria da moda americana e se espalhado para outros países.”

Sendo que antes as crianças usavam branco pela facilidade em lavar as peças, ou azul por devoção a Virgem Maria. Em algum momento achavam que crianças de olhos azuis combinavam mais com roupas azuis e as de olhos castanhos com roupas rosas.

E quando você já tinha achado essa notícia, ou fala, estranha, vem uma outra: Janeiro Peludo, isso mesmo! A Capa da Marie Claire de Janeiro de 2019 vem com este manifesto aos pelos, a cada uma decidir o que preferir e ser como quiser ao invés de ser mais uma ovelha no rebanho.

Antes de você estranhar (eu bem que confesso que com essa “moda” de desodorante 48h, a cada banho penso em como seria se tivesse pelos, imagino que o efeito colante na pele seria menor), é muito bacana saber que nem sempre se depilar foi algo comum.

Axila peluda era sexy, isso mesmo que você leu. O motivo é que, em uma época eles eram um vislumbre do que poderia ser uma virilha e por este motivo durante a segunda guerra, quando as mulheres assumiram os postos masculinos de trabalho, foi recomendado/imposto não ter pelos nesta região e a partir daí virou padrão depilar.

O fato é que quanto mais rotulamos o que quer que seja, mais chato e tedioso fica. De cores a pelos… cada ser é livre para ser, viver e se expressar como bem desejar. A máxima que devemos aprender nesta época é uma cultura de respeito ao outro seja ele mulher, homem, criança, incluo aqui também os animais e a natureza, por que não?!

Falando em respeito, deixa a Xuxa e qualquer outra mulher ou pessoa envelhecer em paz e quem não consegue fazer isso, sob o meu ponto de vista (que não é certo nem errado, apenas o meu), é uma pessoa vítima das próprias neuras que cria para ela e joga suas frustrações em cima dos outros como agressividade.

Completando, que coragem em um mundo de aparências publicar uma foto de rosto lavado, parabéns Xuxa #grlpwr

Aproveitando estes dias de verão na praia, contemplando minha filha brincando no mar, um surfista passou por mim e disse: “Não há vida perfeita, mas esta até que é boa”, concordo com ele, então bora ser feliz e olhar com mais afetividade para dentro, para fora e para o outro.

Boa semana!

Publicitária, Produtora de Moda, Personal Stylist, Consultora de Imagem especializada em acessórios pela renomada escola francesa Ecole Supérieure de Relooking. Atua com a autoestima feminina há 15 anos, interagindo com conhecimento e seu olhar criativo para que todas (que já passaram ou passarão em sua vida), possam alcançar o objetivo de ser feliz e realizada consigo mesma, em uma leve diversão de esconder e enaltecer o que e quando quiser, para se ser plenamente quem é em estilo, atitude e beleza.

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